2007-01-17

Mente Procura-se...


Mente cheia de ideias e de novas teorias desapareceu em dia desconhecido.


Levava consigo os guiões dos melhores filmes de 2007, o rascunho do novo best-seller europeu entre outra anotações de extrema importância nacional.


O Novo Nobel da Literatura está em perigo!


Dá-se recompensa: uma parte dos direitos de autor...


Enquanto não a encontras, aproveita para ler esta notícia fresquinha, pelo "jornalista" Rui Zink:


"Anteantepenúltima Hora


Uma mulher foi encontrada viva numa repartição de Finanças do 5º Bairro Fiscal, em Lisboa. A mulher, de quem até ao momento desconhecemos nome e apelido, não apresentava quaisquer sinais de violência nos membros superiores, nem nos membros inferiores. A cabeça encontrava-se envolvida por uma massa espessa de cabelo castanho, e por debaixo das sobrancelhas, também castanhas, tinha dois olhos da mesma cor. Tudo indica, portanto, que olhos sejam mesmo seus.


A menos, claro, que o cabelo e as pestanas sejam postiços. A Polícia, no entanto, não adiantou quaisquer pistas sobre o assunto.


O corpo deslocava-se com aparente naturalidade e apresentava-se convenientemente vestido, com uma saia, uma blusa creme e sapatos de salto raso. A mulher aparentava ter entre vinte e quarenta anos, e parecia ter tudo em ordem, inclusive os seus papéis.


Nada levaria os funcionários a suspeitar que ela estava viva, apesar de alguns indícios estranhos: não se queixava do cansaço, nem de dores de cabeça, nem do marido,nem dos joanetes, nem das costas, nem dos filhos, nem da vida, nem do namorado, nem do calor, nem da mãe, nem do tempo, nem dos transportes, nem da falta de tempo. Apesar de ter estado um hora à espera, parecia mesmo bem disposta. Mas o que traiu mesmo a sua condição foi um ligeiro descuido por parte dela: estava ler um livro.


Até ao fecho deste bloco noticiário, ninguém reclamou o corpo."


(retirado de "A Realidade Agora a Cores" de Rui Zink)

2006-12-29

Noc... Noc...


Já se escutam os passinhos leves do novo ano que se aproxima. Vem de mansinho para não assustar... Todos fazem planos, escrevem diários com novos objectivos, sonham com novas oportunidades ou com o famoso euromilhões, que nunca me calha...

Mas, o que importa é deixar o ano entrar, com as duas pernas que isto de viver um ano inteiro coxo não facilita a locomoção...


Eu desejo...


Tu desejas...


Nós desejamos...


Tanto para conquistar, para deitar fora, para recomeçar do zero...


Para além da arrumação às coisas materiais, já comecei a limpeza na minha casa interior. Tanto lixo acumulado entre o receio do que os outros pensam, os traumas mal resolvidos com teias de aranha e a falta de auto-estima tão esfarrapada de tão abandonada...


Toca a arregaçar as mangas, respirar fundo... e vamos a isso!


A esta limpeza até as alergias ao pó não resistem. Toca a arranjar espaço para novos sonhos, novos objectivos, novas ideias.


Não tarda 2007 chega e eu ainda nao fiz as camas...






2006-12-23

Natal todos os dias...


Todos os dias, crianças nascem em lugares imprevisíveis. Talvez não seja em mangedouras, mas em táxis, numa esquina de uma rua escondida, num beco sem saída, ou até mesmo num hospital, mas num ambiente familiar duro e triste...


Eu acredito em Jesus e nas grandes lições que nos deixou. Não discuto a sua divindade porque acredito que o seu papel nesta terra foi demonstrar que todos somos exactamente como ele. E se ele é divino, nós também somos. Nasceu como nós, cresceu como nós, viveu como qualquer um de nós pode viver e fez escolhas, tal como cada um de nós pode fazer, usando o nosso livre arbítrio.


Por isso, tal como Ghandi um dia referiu, cada um de nós pode fazer a diferença sem ser necessário fazer parte da história.


A escolha é nossa e começa em nós, pelo amor próprio e depois pelo amor ao Universo e a todas as suas criaturas.


Basta sorrir, agradecer esta vida que temos, ser feliz e contribuir para a felicidade do mundo.

Utópico? Basta começar exactamente aqui e agora. Exactamente neste momento.


3...2...1... ACÇÃO!!


2006-12-19

Aos amigos... os que partiram, dos que tenho muitas saudades, os que me dão a mão e colinho... a todos vós...


"Da Amizade

E um adolescente disse-lhe: Fala-nos da amizade.
E ele respondeu:
O vosso amigo são os vossos desejos cumpridos.
É o vosso campo que semeais com amor e colheis com gratidão.
É a vossa mesa servida e o vosso átrio.
Pois vos apresentais a ele com a vossa fome e nele procurais a paz.
Quando o vosso amigo vos diz o que pensa, não receeis o "não" do vosso espírito, nem retenhais o "sim".
E quando estiver silencioso, não deixe o vosso coração de escutar o seu coração;
pois, na amizade, todas as ideias, todos os desejos, todas as esperanças nasceram e foram partilhadas sem palavras e com uma alegria inexprimível.
Quando vos separardes do vosso amigo, não vos entristeçais:
porque aquilo que de melhor amais nele pode tornar-se mais claro na sua ausência, como, vista da planície, a montanha é mais nítida para quem a escala.
E que não haja outro fim na amizade que não seja o aprofundar da alma.
Pois o amor que não procura revelar o seu próprio mistério não é o amor, mas uma rede lançada que apenas consegue prender o supérfluo.

E que o melhor que haja em vós seja para o vosso amigo.
E se ele tiver de conhecer o refluxo da vossa maré, que conheça também o seu fluxo.
Pois para que serve o amigo se o procurais apenas para matar o tempo?
Procurai-o sempre para as horas vivas.
Pois ele vem para resolver as vossas necessidades, mas não o vosso vazio.
E que na doçura da amizade residam a alegria e a partilha dos prazeres.
Pois no orvalho das coisas pequenas o coração encontra a sua manhã e se reanima."


Com a agradável ajuda do querido poeta Khalil Gibran...

2006-12-07

Amor, Liberdade...

São imensas a vezes em que, em nome do amor, prendemos o outro, chantageamos emocionalmente, vitimizamo-nos, acusamos enquanto apontamos o dedos às vezes que "...já fiz por ti e tu não...".
Nestas alturas a ideia de amor disfarça a necessidade de se sentir amado.
Amar é libertar, dar espaço ao outro para Ser, é aceitar as suas diferenças e o seu jeito de amar.
Como é fácil dizer e tão difícil não termos ciúmes nas alturas em que, não contentes connosco próprios, lançamos a responsabilidade no outro, angustiando-nos com pena da nossa pessoa, que tão coitadinha sente que "...nunca ninguém gostou de mim...".
Coloca a sementinha do amor no teu interior, onde o terreno é fértil. Rega com carinho, aceitação, respeito e amor-próprio. Arranca as ervas-daninhas que, em jeito de pensamentos negativos, minam a tua auto-esima e te incitam a culpabilizar os outros pelos teus momentos menos bons. Demora 4 estações, mas a colheita será forte e duradoira, continuando a lançar novas sementes de esperança no teu coração.
A abundância dar-te-á vontade de partilhar. Pelo(a) teu (tua) amado(o), pela tua família, pelos amigos, colegas, ...
O Amor Liberta, a começar por ti...

Era uma Vez...


...um lugar... uma história...


Um espaço que se abre... o momento que acontece...


Anda, senta-te nestas almofadas e... conta-me um conto...