2008-08-04

Para cuidar do corpo e da mente


Comecei recentemente a aprender deum modo um pouco autodidacta a fazer yoga.


Para além de me relaxar imenso, fico com a sensação fantástica de vitória. Faço uma posição... yuppi!! consegui sem ter um entorse... depois passo para a outra e sinto-me cada vez mais forte e ágil...


Não estou a brincar, realmente, yoga não é nada parado como dá a sensação de ser. Os meus músculos nunca estiveram tão distendidos e ao mesmo tempo relaxados.


Não aprecio ginásios porque gosto de me mimar no quentinho do meu lar, por isso tenho encontrado algumas ferramentas que me têm ajudado. Gostava de partilhar uma que é... GRÁTIS!!!


Para terem sessões de 60 minutos de yoga grátis (em vídeo, claro :)) basta ir a:





Aproveitem para sorrir enquanto fazem as posições!!


2008-08-02

Pourque Je suis...


É nas alturas de maior desconforto que reparo o quanto cresci...


A insatisfação que parece instalar-se, ao mesmo tempo, parece instigar-me para olhar apenas para fora de mim, como se a cura, a resposta estivesse algures no exterior.


Talvez noutro lugar, a comer qualquer outra coisa, a vestir de outro modo... sei... tudo estaria mais calmo se alguém fizesse aquilo que eu considero ser a resposta para mim. Sim, quem sabe... a resposta pode estar na mão de alguém...


Sinto que vimos todos de um lugar onde tudo é autêntico e simples. Onde sabemos que a nossa resposta se encontra em cada um de nós. Mas, com o passar dos anos, de eras milenares, esquecemo-nos, preferimos fechar os olhos e criar capas que nos iludissem a acreditar que as respostas estão fora, nos outros, noutro lugar, quem sabe bem distante daqui...


Na alegoria do Jardim do Éden, acredito que estavámos num lugar onde não necessitávamos de nada porque nós éramos tudo. Para quê roupas quando sem elas éramos suficientes, para quê invejas se todos tínhamos acesso ao que importava?


A famosa serpente surge como um rito de passagem. Nós tínhamos tudo, não sentíamos necessidade de nada porque não precisávamos de nada. Eramos felizes assim, apenas sendo.


Mas, como seria maravilhoso, sentir-nos, perceber-nos, experienciar-nos... Apenas sería possível com um corpo, com sensações físicas...


A serpente, símbolo do conhecimento, na minha óptica, não nos abriu os olhos, apenas fez-nos ver outro lado da realidade. Abriu o círculo da re-criação. Deu início a uma peregrinação de regresso a casa, ao nosso Jardim.


Desde então, temos caminhado ao longo de milhares de anos de forma a regressar ao Jardim do Éden. Temo-nos recriado das mais diversas formas para voltarmos a ver que não necessitamos de nada porque temos tudo o que precisamos, para ver que somos perfeitos, para re-ver que a resposta reside no nosso interior.


É nos momentos de insatisfação que sei que devo ir para dentro, que devo encontrar-me comigo, quem sabe para falar ou apenas escutar o que me tenho para dizer. Porque lá fora, já eu palmilhei caminhos e escalei montanhas em busca da resposta. Nada do que encontrei me fazia feliz. Até que um dia, de tão cansada de andar, parei para descansar. E, no silêncio, lá estava... A raíz de todas as minhas respostas, a essência.


Temos olhos, é claro, e tudo o que vemos, por ter cor, forma, cheiro, por ser palpável parece-nos mais importante, mas como Saint-Éxupery dizia: "...o essencial é invisível aos olhos..."










2008-08-01

Música... ou Máquina do Tempo


Nos anos 80, não era mais que uma catraia, e a viver num lugarzinho pequeno onde nada mais havia que vinhas e oliveiras e não tinha acesso à música excepcional que se fazia em todo o mundo.


Ainda que pequena, sinto hoje que na altura já tinha um ouvido especial porque as músicas de que gostava ou eram as simples melodias que o povo entoava ao ritmo da vindima ou da desfolhada nas eiras, e que eu cantava a plenos pulmões com a minha família, ou então escutava já deliciada as melodias dos Trovante, do Rui Veloso, do Zeca Afonso, do Pedro Barroso, cujas letras pejadas de tanta força, para mim nada mais eram que belas aves a povoar a minha imaginação, ensinando-me a crescer.


Aos poucos, fui tendo contacto com outros lugares e pessoas que nessa altura escutavam outros desabafos musicais, letras e músicas povoadas de lugares e culturas que na altura não sonhava sequer existirem.


Hoje em dia, embalo-me ao som da "Killing Moon" dos Echo and the Bunnymen, ou adormeço à sombra da "Forest" dos The Cure. Danço emocionada com os Joy Division em "Love will tear us appart", cuja versão dos Nouvelle Vague me enternece. Enamoro-me pelos "Indigo eyes" do Peter Murphy e pulo ao som de "She's in parties" dos Bauhaus.


Deixo-me atraír pelo som gótico e celta de tantas bandas que me fazem viajar para tempos longínquos, os quais, ainda que descritos como tempos de trevas, estavam pejados de mistério e de conhecimentos, na maior parte das vezes guardados pelas mulheres.


Com a música viajo, pela música respiro mais fundo...


O meu destino reside numa melodia....

2008-07-31

Onde a Lua reina...




Onde a Lua reina,o Sol espreita...


Mas se do dia o Sol é rei, porquê invejar a Lua?


Da Lua é a noite, os sonhos, o outro lado da vida...


Ao Sol cabe o trabalho, o stress, a corrida.



Quantos de nós, ainda o Sol está a nascer, já desejamos o fim do dia. Acordamos às 7 da manhã a desejar que sejam 7 da tarde e ainda não demos a oportunidade ao dia para nos surpreender?




Quantos de nós não gostam do seu trabalho, aguentam relações à tanto quebradas, deixam de ser eles próprios em prol de algo que nem eles sabem explicar?




Quantos de nós correm atrás de algo que ainda não sabem bem o que é, mas que sentem ser extremamente importante e se não correrem podem nunca alcançá-lo?




Quantos de nós têm tanto mas apenas desejam o que não têm e por isso o sorriso dá lugar ao sofrimento?




Quantos na sua unicidade desejam sempre ser outra coisa qualquer?




Parece que tudo está de pernas para o ar...




E se ao invés de olhar para fora eu olhar para dentro e ver a luz que mora em mim, capaz de iluminar o mundo?


E se eu agradecer tudo o que já tenho como se possuísse o tesouro mais belo?


E se eu trabalhar como se tivesse o melhor trabalho do mundo?


E se eu for feliz porque estou exactamente onde desejo estar. Sim, aqui, exactamente aqui?


E se eu desejar ser não mais que eu própria, especial, única, apenas EU?!



Ah, como sou a pessoa mais feliz do universo!!


2008-03-17

Mais uma mudança... sempre para melhor




Está a chegar a hora de mudar de novo de casa.




Quando é para melhor, não perco muito tempo a pensar.




A cada dia que passa, treino-me a não perder tempo com deambulações por pensamentos que em nada me são úteis. Já lá vai o tempo em que, instigada pela ansiedade e pelo receio do desconhecido, me deixada ficar parada no sofá a criar histórias hipotéticas de como as coisas poderíam acabar mal.




Quem diria que é tão simples reverter esses pensamentos.




Hoje, ao invés de me perder a deambular pelas hipóteses negativas, recrio automaticamente a versão positiva, com um sorriso à mistura para que as emoções de felicidade acompanhem o processo. E... dá certo!




Ao invés de ir perdendo a coragem e a boa energia sempre que me deparo com um obstáculo, acredito que sou sempre capaz de o ultrapassar.




Tenho tido imensas surpresas :)




É a segunda mudança de casa em menos de um mês :), tudo porque agarrei a oportunidade que apareceu quando eu mais precisava.




A casa onde presentemente me encontro estava atransformar-se num fiasco quando tudo começou a avariar e grande parte das coisas ditas na altura do contrato começavam-se a revelar falsas.




Soluções?




Um dia de manhã calmamente digo ao meu marido que acreditava que daí a um ou dois meses estaríamos noutra casa. Nesse preciso dia, no meu trabalho, surge uma colega que precisava de alugar um T2 urgentemente e eu pagaria perto do mesmo valor que estou a pagar por um T1.






Tudo avançou e no fim do mês lá estarei!






Para quê pensar muito :) ?

(não, a casa da foto é o sonho nº 2 daqui a uns anitos :) vale sempre a pena sonhar :))










2008-03-16

Que saudadinhas da Primavera...


Primavera, por onde andas?


As cores, os cheiros, o sabores... Não haja dúvida a minha estação preferida :)


Há quem diga que se encontra em vias de extinção, mas como a Natureza é Mãe da Criatividade, algures deve estar a preparar uma estaçãotão especial quese igualará ou ainda superará a Primavera...


"... Ausente andei de ti na primavera quando o festivo Abril mais se atavia. e em tudo um'alma juvenil pusera Que até Saturno saltitava e ria mas nem gorjeios d'aves, nem fragância De flores várias em matiz e odores moveram-me a compor alegre estância, Ou a colher, do seio altivo, as flores nem mem tocou a palidez do lírio, nem celebrei o vermelhão da rosa eram não mais que imagens de um empíreo. Calcado em ti, padrão de toda cousa. Inverno pareceu-me aquela alfombra, e me pus a brincar com tua sombra..."
W.Shakespeare

2008-03-15

O regresso ao dia de hoje

Para quem tem dias, a vida é o maior tesouro.

Ter dias para mim vale mais que a conta mais recheada no banco.

Acordar de manhã... Simplesmente acordar para um dia cheio de experiências sempre novas que vão enriquecendo a minha vida. A simples descoberta de um Sol ou uma Lua diferente todos os dias.

Sentir tudo, ser todos, abranger cada momento como se tratasse do último.

Escutar o som de cada respiração, fechar os olhos para voltar abri-los sempre para uma nova realidade.

Cada dia é um presente!

Novos desafios, novas pessoas, novas ideias...

Cada dia é uma oportunidade única de criar algo novo!

Nem que seja uma nova forma de percepcionar a realidade. A vida tem tantos lados...

Algo que tem tido extrema importância daqui a bocadinho pode deixar de ser assim tão importante, tal como algo quase imperceptível pode tornar-se o nosso maior tesouro.

Há tesouros para todos! Há lugar para todos sermos felizes exactamente a fazer o que mas desejamos e a ser quem somos!

Estou a adorar a minha passagem por aqui!